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O Partido Liberal (PL) suspendeu as funções partidárias e a remuneração do ex-presidente Jair Bolsonaro, em cumprimento às determinações da Lei dos Partidos Políticos e de decisões da Justiça Eleitoral, após a perda de seus direitos políticos decorrente da condenação no Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro, que ocupava o cargo de presidente de honra da sigla e recebia salário como dirigente, está impedido de exercer qualquer atividade partidária enquanto persistirem os efeitos da condenação criminal.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a decisão não se trata de um posicionamento político da legenda, mas de uma obrigação legal. “É a lei”, declarou, ao justificar a suspensão integral das atividades e da remuneração do ex-mandatário.


Crise de saúde na prisão

Enquanto enfrenta o afastamento político, Bolsonaro também passou por um novo episódio de mal-estar na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde sábado. Nesta quinta-feira, ele recebeu a visita de seu filho Jair Renan, que relatou que o ex-presidente teve uma nova crise de soluços, acompanhada de refluxo e agravada durante a madrugada.

Segundo a família e a defesa, Bolsonaro tem se alimentado pouco e apresenta sinais de abalo emocional desde o início da detenção. Ele foi atendido por equipes médicas dentro da cela, e seu quadro segue sendo monitorado.

A combinação entre a suspensão partidária, a situação jurídica delicada e o estado de saúde frágil aumenta o clima de incerteza em torno do futuro político e pessoal do ex-presidente, num momento em que o PL tenta reorganizar sua estrutura interna diante do afastamento forçado de sua principal liderança.

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