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Um em cada dez professores no Brasil já presenciou atentados à vida na escola onde trabalha. A informação é resultado do questionário aplicado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Ministério da Educação, revelando um cenário alarmante de violência no ambiente escolar.

Segundo os dados, 43% dos docentes de português e matemática relataram episódios de depredação nas instituições de ensino, enquanto 37% já vivenciaram roubos ou furtos, e 15% apontaram a presença de tráfico de drogas nas escolas onde lecionam.

Além dos atentados à vida, quatro em cada dez professores disseram ter presenciado agressões físicas ou verbais no ambiente de trabalho. A violência escolar impacta diretamente a qualidade da educação, segundo Joana Monteiro, diretora do Laboratório para Redução da Violência. “Escolas mais violentas reportam mais interrupções de aulas, maior rotatividade de docentes e mais licenças médicas entre os profissionais”, afirma.

O levantamento do Saeb reforça o alerta sobre a urgência de políticas públicas voltadas à segurança no ambiente escolar, com foco não apenas na repressão de atos violentos, mas também na promoção de um clima escolar mais acolhedor, que garanta a integridade física e emocional de professores e alunos.

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