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CompartilheCompartilhe 0 Michael Cohen, ex-advogado e faz-tudo de Donald Trump, afirmou aos jurados ontem que combinou secretamente com o então candidato a presidente e o editor-chefe do tabloide National Enquirer, David Pecker, um esquema para bloquear histórias negativas que poderiam prejudicar a campanha presidencial do republicano, em 2016. “Certifique-se que isso não seja publicado”, teria dito Trump, de acordo com Cohen. O advogado é a principal testemunha da acusação no julgamento criminal contra o ex-presidente pelo pagamento de US$ 130 mil a Stormy Daniels para silenciá-la sobre relações sexuais com Trump em 2006. Trump é acusado de ter escondido o pagamento a Daniels, reembolsando Cohen com honorário advocatício falso, registrado irregularmente nos arquivos de sua empresa imobiliária. O desejo de mudança e o descontentamento com a economia e a guerra em Gaza entre os eleitores jovens, negros e hispânicos ameaçam o atual presidente americano, Joe Biden, e dão força a Trump, que lidera as pesquisas em cinco dos seis estados cruciais na disputa pela Casa Branca: Michigan, Arizona, Nevada, Geórgia e Pensilvânia. O democrata só bate o republicano no Wisconsin. Joseph Stiglitz, renomado economista, comentou sobre o cenário político e econômico, destacando que “em meio a mais um período eleitoral, nosso impulso para debater a democracia americana através de uma única lente política é compreensível. Mas estaríamos melhor servidos considerando também uma segunda questão estreitamente relacionada: qual sistema econômico serve a mais pessoas? O capitalismo ‘neoliberal’ fracassou, não proporcionou crescimento, muito menos prosperidade partilhada. Mas também falhou na sua promessa de nos colocar num caminho seguro para a democracia e a liberdade e, em vez disso, colocou-nos numa rota populista, aumentando as perspectivas de um fascismo no século 21. Existe uma alternativa. Uma economia do século 21 só pode ser gerida por meio da descentralização, com um rico conjunto de instituições — de empresas com fins lucrativos a cooperativas, sindicatos, sociedade civil empenhada, organizações sem fins lucrativos e instituições públicas. Chamo este novo conjunto de arranjos econômicos de ‘capitalismo progressista'”.
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