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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta quarta-feira os acusados de mandar assassinar a ex-vereadora do Rio Marielle Franco. O primeiro voto será proferido pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

Na sequência, votam a ministra Cármen Lúcia e os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Ao apresentar o relatório do caso, Moraes resumiu a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), as teses das defesas e os crimes atribuídos aos acusados. Segundo a acusação, Marielle era vista como um dos principais símbolos de resistência a interesses econômicos supostamente contrariados pelos mandantes do crime.

São apontados como autores intelectuais Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Calixto.

Delação de Ronnie Lessa é foco de embate

O peso jurídico da colaboração premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa concentrou o principal embate entre acusação e defesas no primeiro dia de julgamento.

A PGR e representantes da família de Marielle sustentaram que os relatos do delator devem ser analisados em conjunto com o restante do acervo probatório. Já as defesas afirmaram que Lessa teria mentido em pontos centrais, que suas declarações não foram confirmadas por provas independentes e que ele teria interesse em proteger outros suspeitos.

O julgamento é considerado um dos mais emblemáticos da história recente do STF e representa um novo capítulo na busca por responsabilização dos mandantes do assassinato que chocou o país em 2018.

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