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CompartilheCompartilhe 0 A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2024, apesar das 34 acusações criminais, uma condenação e dois processos de impeachment, gerou uma onda de especulações sobre suas repercussões globais, especialmente no Brasil. Com o retorno do republicano à Casa Branca, figuras da extrema direita brasileira começam a se animar com a possibilidade de reviver sua própria trajetória política, ainda que enfrentem sérias questões jurídicas. Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil e inelegível até 2030 devido a investigações sobre a tentativa de golpe e a venda de joias sauditas, é um dos que se sentem inspirados pela vitória de Trump. Em entrevista ao jornal O Globo, Bolsonaro afirmou que o Congresso Nacional seria o caminho para reverter sua situação jurídica, destacando o poder do Legislativo na política brasileira. Aposta em uma possível anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo ele próprio, que nega envolvimento na tentativa de ruptura democrática, afirmando ter apenas buscado “remédios constitucionais” para contestar o processo eleitoral. No entanto, o cenário é complicado. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, ainda não oficializou a criação de um grupo de trabalho para discutir a proposta de anistia aos envolvidos nos ataques a Brasília. A retirada do projeto da Comissão de Constituição e Justiça e sua reabertura em comissão especial indicam que a discussão poderá recomeçar do zero, o que adia qualquer expectativa de ação imediata. Bolsonaro também menciona Michel Temer como possível vice na chapa de 2026, mas o ex-presidente descartou essa possibilidade, considerando-a uma “brincadeira”. Michel Temer foi enfático ao afirmar que a vitória de Trump não terá impacto sobre a inelegibilidade de Bolsonaro, citando a firme postura do Supremo Tribunal Federal, em especial do ministro Alexandre de Moraes, que tem se mostrado imune a pressões políticas, como as feitas por Bolsonaro durante o caso envolvendo Elon Musk. Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora tenha parabenizado Trump pela vitória, fez duras críticas ao republicano, especialmente no que diz respeito à sua postura ambiental. Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, Lula afirmou que Trump precisa “pensar como um habitante do planeta Terra” e destacou a importância de se engajar com questões ambientais globais. O presidente brasileiro também foi questionado sobre a possibilidade de Trump retomar a decisão de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, um movimento que causou grande repercussão no primeiro mandato do republicano. Lula, que reconheceu publicamente a vitória de Joe Biden em 2020 apenas após um longo período, pretende agora estabelecer um contraste com o comportamento de Bolsonaro. Durante a campanha de 2020, Bolsonaro demorou mais de um mês para cumprimentar Biden, após a sua vitória nas urnas. Em seu primeiro discurso após a reeleição, Biden prometeu uma transição pacífica de poder, ressaltando que, independentemente do voto, os americanos devem se ver como cidadãos do mesmo país, buscando “baixar a temperatura” da polarização política. Em relação à sua visita ao Brasil, Biden confirmou sua participação na cúpula do G20, marcada para o dia 18 de novembro no Rio de Janeiro, e revelou que também fará uma visita a Manaus. O gesto de Biden em telefonar para Lula após sua vitória reflete uma diplomacia mais alinhada, contrastando com o isolamento diplomático vivido pelo Brasil durante a gestão de Bolsonaro, que manteve uma postura de aproximação com líderes como Trump. A Pós-Vitória de Trump: Impactos na Política Global e no Brasil A vitória de Trump não é apenas uma reviravolta nos Estados Unidos, mas também um reflexo das tensões internas que marcam o cenário global. Com sua retórica populista e ataques à elite política, Trump conquistou um número expressivo de eleitores insatisfeitos com o status quo. De acordo com o comentarista David Brooks, Trump foi capaz de se conectar com as classes populares, ao contrário de uma esquerda que, segundo ele, perdeu a conexão com as preocupações econômicas reais, voltando-se para questões identitárias e performáticas. Essa guerra de classes se reflete também nas políticas adotadas no Brasil. A estratégia de Bolsonaro de se alinhar a Trump, mesmo após sua derrota nas urnas em 2022, sugere um foco cada vez maior em narrativas populistas e uma possível retomada de apoio da extrema direita nas próximas eleições. Enquanto o Brasil debate os limites da política institucional e os mecanismos de uma possível anistia, a influência de Trump e a nova configuração política americana continuam a reverberar nos bastidores da política brasileira. Assim, enquanto Lula busca fortalecer sua imagem internacional e se afastar de uma diplomacia descompromissada com os princípios globais, Bolsonaro e seus aliados tentam reconstruir suas narrativas políticas, na esperança de um retorno ao poder — algo que, por enquanto, dependerá da disposição do Congresso e da interpretação das leis brasileiras.
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