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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade aceitar mais sete denúncias contra envolvidos em uma tentativa de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, após a derrota nas eleições de 2022. Os novos réus são cinco militares, um policial federal e um civil, acusados de integrar o núcleo responsável pelas chamadas “operações estratégicas de desinformação”.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os denunciados propagaram notícias falsas contra o processo eleitoral, além de organizarem ataques virtuais contra instituições públicas e autoridades do Judiciário. A decisão desta terça-feira (7) eleva para 21 o total de réus já formalmente acusados pela Primeira Turma no mesmo caso.

O grupo faz parte de uma estrutura maior investigada pelo STF e pela Polícia Federal, que teria atuado para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro, minar a confiança nas urnas eletrônicas e criar um ambiente favorável a uma ruptura institucional, com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

As denúncias aceitas reforçam a linha de investigação que aponta para a participação direta de membros das Forças Armadas e agentes públicos em ações coordenadas para viabilizar um golpe de Estado. O processo segue em sigilo parcial, mas fontes do STF indicam que novas denúncias devem ser analisadas nas próximas semanas.

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