A safra baiana de café deve fechar 2026 com alta de 1,2% em relação ao ano anterior, somando 4,49 milhões de sacas, segundo o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado acompanha o desempenho nacional, que deve chegar a 67,6 milhões de sacas produzidas em todo o país, alta de 19,6% sobre 2025.
Na Bahia, o crescimento é puxado principalmente pelo café arábica, cuja produção deve somar 1,19 milhão de sacas, avanço de 3,8% em relação à safra anterior. Já o conilon, variedade que responde pela maior fatia da produção baiana, deve permanecer praticamente estável, com 3,3 milhões de sacas e alta marginal de 0,3%.
Produtividade da safra baiana de café varia por região
A produtividade média do arábica baiano cresceu 5,5% e chegou a 21,5 sacas por hectare, puxada principalmente pela região do Planalto, que concentra a maior produção do estado, com 938,2 mil sacas. Já a produtividade do conilon recuou 2,2%, para 68,5 sacas por hectare, ainda que a área plantada da variedade tenha crescido na região Atlântica.
O levantamento da Conab também aponta expansão da área de plantio em formação na Bahia, que cresceu 31,1% e passou a somar mais de 75 mil covas em fase de desenvolvimento, distribuídas por 21,5 mil hectares. O dado sugere uma tendência de aumento da produção baiana de café nos próximos anos.
Apesar da alta baiana, o crescimento do estado é modesto se comparado à média nacional, puxada sobretudo por Minas Gerais, maior produtor do país, que colhe mais da metade do café nacional em 2026, ano de bienalidade positiva para a cultura.


