A morte de Regina do Acarajé, aos 74 anos, comoveu Salvador e a cultura baiana. Dona do tradicional Acarajé da Regina, no Rio Vermelho, ela morreu na segunda-feira (19), no Hospital Roberto Santos. A causa não foi divulgada.
Velório e despedida de Regina do Acarajé
O velório está marcado para esta terça-feira (20), a partir das 12h, no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador. Segundo a família, o sepultamento também será realizado na terça, mas horário e local não foram informados.
A morte foi comunicada pelos parentes no perfil do estabelecimento nas redes sociais. Eles descreveram Regina como mãe, avó, amiga e exemplo de fé, e disseram que ela deixa um legado de luz, amor e união familiar.
Mais de 50 anos de tradição
Neta de uma vendedora de acarajé, Regina foi a primeira das irmãs a aprender o preparo do bolinho, aos 19 anos, em Patamares. Há mais de cinco décadas, mantinha seus pontos de venda na orla do Rio Vermelho, onde se consagrou como referência. Ao lado de nomes como Cira e Dinha, era apontada como uma das baianas de acarajé mais tradicionais da cidade.
A Prefeitura de Salvador divulgou nota de pesar e destacou que o trabalho de Regina ajudou a preservar uma tradição que integra o patrimônio da capital baiana. A Associação das Baianas de Acarajé (Abam) e outras entidades também lamentaram a perda.


