As eleições de outubro devem alterar a composição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com 63 cadeiras em disputa, partidos e federações calculam o potencial de suas chapas e projetam o tamanho das futuras bancadas.
As estimativas conhecidas refletem cenários internos e otimistas. Elas não são pesquisas eleitorais nem garantem o número de deputados que cada grupo conseguirá eleger.
Projeções superam o total de vagas
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, trabalha com a possibilidade de manter a maior bancada, com 18 deputados estaduais. A Federação União Progressista projeta 11 parlamentares, mesmo número estimado pelo PSD.
O Avante calcula que pode alcançar oito cadeiras, enquanto o PDT projeta seis. PL, Republicanos e a Federação PSDB-Cidadania aparecem, respectivamente, com expectativas de cinco, quatro e quatro deputados. PSOL-Rede e PSB também esperam eleger representantes.
Somadas, as projeções mais otimistas chegam a 79 cadeiras — 16 a mais do que as 63 efetivamente disponíveis. A diferença mostra que parte das metas partidárias necessariamente não será atingida.
Resultado depende da votação proporcional
A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. O desempenho das chapas, os quocientes eleitoral e partidário e a votação individual dos candidatos influenciam a distribuição final das cadeiras.
A presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), que teve a maior votação para a AL-BA em 2022, busca novo mandato. O resultado da disputa será definido pelo voto dos eleitores no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.


