A Operação Legado, deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), apura suspeitas de fraude em licitações e contratações diretas feitas por prefeituras da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, com foco em contratos da área de saúde.
De acordo com a PF, ao menos 56 procedimentos de contratação em 31 municípios estão sob investigação, somando cerca de R$ 17 milhões em recursos públicos.
O que a Operação Legado apura
Foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios distribuídos pela Bahia, Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais e Sergipe, além do Distrito Federal. A Justiça também autorizou 13 medidas de restrição patrimonial e determinou o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.
As apurações identificaram indícios de atuação empresarial coordenada para simular concorrência, além de direcionamento de licitações, sobrepreço, cobrança por produtos não entregues e entrega de equipamentos usados como se fossem novos.
Entre os investigados estão empresários e atuais e ex-ocupantes de cargos públicos municipais. Os alvos podem responder por fraude à licitação, peculato, corrupção e organização criminosa, a depender do avanço das investigações.


