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Símbolo econômico e cultural do semiárido brasileiro, o caju pode perder até 58% das áreas atualmente adequadas para seu cultivo no Nordeste até 2070, em decorrência do aquecimento global, segundo estudos sobre os impactos das mudanças climáticas. A projeção acende um alerta para a segurança econômica e social de milhares de famílias que dependem da cultura para sobreviver.

Além de integrar a identidade cultural da região, o caju representa uma importante fonte de renda no sertão, chegando a responder por cerca de 40% da receita familiar em algumas localidades. A redução das áreas aptas ao plantio ameaça diretamente pequenos produtores e comunidades que têm na cajucultura sua principal atividade econômica.

Atualmente, aproximadamente 18 milhões de hectares no Nordeste ainda apresentam condições favoráveis ao cultivo do caju. No entanto, mesmo em um cenário intermediário de aquecimento global, a região pode perder cerca de 36% dessas áreas até 2050, o que já seria suficiente para provocar impactos significativos na produção e na economia local.

Especialistas apontam que o avanço das temperaturas, a irregularidade das chuvas e o aumento de eventos climáticos extremos tendem a comprometer o desenvolvimento das plantações, exigindo investimentos em adaptação, pesquisa agrícola e políticas públicas voltadas à convivência com o semiárido. Sem medidas de mitigação e adaptação, a tendência é de agravamento das perdas ao longo das próximas décadas.

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