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Morreu na sexta-feira, aos 104 anos, o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, um dos intelectuais mais influentes do século 20. Autor de cerca de 70 livros, Morin ficou mundialmente conhecido por formular a “teoria da complexidade”, uma abordagem filosófica integradora que buscava derrubar as barreiras entre diferentes áreas do saber, como ciência, política e meio ambiente. Sua obra-prima, O Método, publicada em seis volumes ao longo de quase três décadas, é um dos marcos do pensamento contemporâneo. Nascido em Paris em 1921, filho de judeus sefarditas, Morin começou sua trajetória intelectual embalado pela resistência ao fascismo. Aos 21 anos, engajou-se na Resistência Francesa contra a ocupação nazista e foi nessa época que adotou o pseudônimo Morin para se proteger (seu sobrenome verdadeiro era Nahoum). Formado em direito, história e geografia pela Sorbonne, ele transformou os traumas da juventude e a perda precoce da mãe em combustível para uma das carreiras acadêmicas mais longevas, brilhantes e plurais da história recente. (Folha)

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