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José Maria Marin morre aos 93 anos em São Paulo; ex-presidente da CBF foi figura central no escândalo Fifagate

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, morreu neste domingo (20), em São Paulo, aos 93 anos. Marin ganhou notoriedade internacional por seu envolvimento no Fifagate, escândalo global de corrupção que abalou o alto escalão do futebol em 2015, revelando um esquema bilionário de propinas ligadas a contratos de marketing e direitos de transmissão de competições da FIFA e da Conmebol.

Com carreira iniciada na política — foi deputado, vice-governador e chegou a assumir o governo de São Paulo — Marin presidiu a CBF entre 2012 e 2015, período marcado por denúncias de má gestão e favorecimento de interesses privados. Em maio de 2015, ele foi preso na Suíça, a pedido da Justiça dos Estados Unidos, durante uma operação que prendeu dirigentes de várias federações internacionais.

Marin foi extraditado para os EUA, onde enfrentou julgamento e foi condenado em 2017 por crimes como conspiração, fraude e lavagem de dinheiro. Ele se tornou o primeiro dirigente brasileiro condenado no âmbito do Fifagate. Cumpriu parte da pena em uma prisão federal em Nova York e foi libertado em 2020 por razões de saúde, voltando ao Brasil.

Sua morte encerra a trajetória de um personagem controverso na história do futebol nacional — símbolo de uma era em que a política e os interesses privados moldaram os bastidores do esporte mais popular do país.

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