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Morreu na sexta-feira, aos 84 anos, o poeta e tradutor Leonardo Fróes, considerado uma das vozes centrais da poesia brasileira contemporânea. Autor de uma obra marcada pela concisão, pelo olhar agudo para a natureza e pela força meditativa dos versos, Fróes escreveu livros decisivos como Argumentos invisíveis e recebeu o Prêmio Jabuti, consolidando seu lugar entre os nomes mais importantes da literatura nacional.

Mesmo afastado dos círculos literários tradicionais, o poeta manteve um método de trabalho analógico até o fim: seguia escrevendo à mão, em cadernos que guardavam o ritmo próprio de sua reflexão e de sua linguagem. Nos últimos anos, sua obra viveu um processo de redescoberta por leitores mais jovens, impulsionada por reedições, debates acadêmicos e pela circulação digital de seus poemas.

Também tradutor de autores como Thoreau, Herman Melville e Virginia Woolf, Fróes teve papel decisivo na aproximação da literatura brasileira com grandes nomes da tradição anglo-saxã. Sua morte deixa uma lacuna significativa na poesia brasileira, mas sua obra permanece como referência para novas gerações de escritores e leitores.

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