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Boulos assume ministério ligado a movimentos sociais e desiste de reeleição como deputado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta segunda-feira (21), a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, pasta estratégica na articulação com movimentos sociais. A decisão foi oficializada em reunião no Palácio do Planalto, que durou cerca de uma hora e meia.

Boulos substituirá Márcio Macêdo (PT-SE), ex-deputado e integrante histórico do PT, que ocupava o cargo desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023. A troca ocorre em meio a uma reorganização política dentro da base do governo e sinaliza um fortalecimento da presença do PSOL no núcleo do Executivo.

Em sua primeira manifestação após o anúncio, Boulos confirmou que permanecerá no governo até o fim do atual mandato, abrindo mão de concorrer à reeleição como deputado federal em 2026. A decisão foi interpretada como um gesto de comprometimento com a agenda do Planalto e pode ter impacto na estratégia eleitoral do PSOL em São Paulo.

Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, o partido avalia com cautela os efeitos da saída de Boulos da corrida proporcional. Há receio de perda de votos para o PT, embora a deputada Erika Hilton seja considerada uma possível “puxadora de votos” nas próximas eleições.

Viagem à Ásia e possível encontro com Trump

Ainda nesta segunda-feira, Lula embarca para uma viagem à Ásia, onde visitará Indonésia e Malásia. Nos dias 26 e 27 de outubro, o presidente participa da conferência da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Um dos pontos mais esperados da viagem é o possível encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado preliminarmente para o primeiro dia do evento. Segundo fontes diplomáticas, a reunião vem sendo articulada há semanas por integrantes dos dois governos, desde o breve contato entre os líderes durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no mês passado.

Até o momento, Palácio do Planalto e Casa Branca ainda não divulgaram os detalhes da agenda bilateral, que pode incluir temas como meio ambiente, comércio internacional e cooperação econômica.

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