O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) apresentou 13 compromissos à comunidade evangélica durante encontro com evangélicos realizado nesta segunda-feira (14), em Salvador. O evento reuniu lideranças religiosas no comitê central da campanha, no Wet Eventos, e contou com a participação do senador Jaques Wagner (PT), que fez críticas ao uso da religião para estimular divisões.
Os compromissos abrangem áreas como saúde, educação, emprego e renda, segurança, agricultura familiar, proteção social, mobilidade, conectividade e responsabilidade fiscal, além do enfrentamento à intolerância, ao preconceito e ao racismo. Entre as propostas, o governador citou o fortalecimento do programa Bahia pela Paz, cisternas no Semiárido, ampliação do ensino integral e investimentos em VLT, metrô e internet rural.
Bahia do Cuidado prevê parceria com igrejas
O ponto de maior destaque foi o programa Bahia do Cuidado, apresentado como política estadual de proteção a crianças, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta prevê parcerias com igrejas e comunidades, que atuariam como rede de apoio na execução das ações. “Um dos meus objetivos é fortalecer o Bahia pela Paz para proteger vidas e criar caminhos para nossa juventude”, afirmou Jerônimo.
Wagner: fé é incompatível com discurso de ódio
Jaques Wagner defendeu o papel da fé como instrumento de união e afirmou que a crença religiosa não combina com discursos de ódio. “Não consigo achar que alguém que diz que tem Deus no coração pregue ódio e preconceito contra qualquer ser humano. Quem tem fé de verdade não tem preconceito, não discrimina e não prega o ódio contra o outro”, declarou o senador.
Wagner também aconselhou os fiéis a se cercarem de pessoas capazes de conciliar convicções religiosas e participação na vida pública. “Estejam rodeados de pessoas que não preguem o preconceito e saibam separar a fé em Deus, que é muito maior do que tudo, da convicção política, partidária ou programática”, disse. O encontro ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições, em que Jerônimo disputa a reeleição contra ACM Neto (União Brasil), entre outros candidatos.


