Foto: Py4nf/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Imagem de arquivo.
A hidrovia do São Francisco, que liga Pirapora (MG) a Petrolina (PE) em 1.371 quilômetros, receberá R$ 300 milhões em recursos federais ao longo de nove anos e será administrada pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) por 25 anos. O convênio foi assinado na quarta-feira (4), em Brasília, entre o Ministério de Portos e Aeroportos e o governo da Bahia.
O que muda com a gestão da Codeba
A Codeba assume funções antes exercidas pelo Dnit: administração, operação, manutenção, conservação e restauração da via navegável, além de estudos de dragagem e outras intervenções. O acordo inclui a Eclusa de Sobradinho e instalações portuárias públicas de pequeno porte.
Obras e benefícios
As obras devem começar no segundo semestre de 2027, com o objetivo de melhorar a navegação e a segurança e retomar o transporte comercial de cargas como frutas, grãos e algodão. Segundo o ministério, 11,5 milhões de pessoas serão beneficiadas.
O governador Jerônimo Rodrigues, presente à assinatura, disse que o estado também poderá destinar recursos e defendeu a integração da hidrovia com rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, destacando o potencial para escoar a produção do oeste baiano, como grãos, frutas, algodão e minério.
Na mesma reunião com o ministro Tomé Franca, foram discutidas melhorias no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, incluindo a instalação de um sistema de desaceleração de aeronaves na cabeceira 29.


