Greve de caminhoneiros em 5 de novembro? Presidente da Abrava nega convocação e diz que pautas seguem em negociação

Foto: GLandovsky/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Imagem ilustrativa de arquivo: caminhões estacionados em rodovia no Rio Grande do Norte, em 2024.

Mensagens que circulam nas redes sociais sobre uma suposta greve nacional de caminhoneiros a partir da próxima quinta-feira (5) foram negadas neste sábado (31) por Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). Em entrevista ao portal ND Mais, ele afirmou que não há paralisação convocada para novembro nem qualquer greve programada no transporte rodoviário de cargas.

Origem do boato

Segundo o ND Mais, uma reportagem antiga sobre uma possível mobilização da categoria voltou a circular nas redes e provocou dúvidas entre motoristas e transportadores. O conteúdo ganhou alcance depois de ser compartilhado pelo deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) em seu perfil no Instagram. A Rádio Caçula, de Três Lagoas (MS), também registrou que não há confirmação de qualquer mobilização nacional organizada para o dia 5.

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Pautas em discussão

Chorão reconheceu que a categoria enfrenta dificuldades e que há reivindicações importantes em negociação com o governo federal. Ele disse ter passado a semana em Brasília, onde participou de reunião no Ministério dos Transportes, e citou entre os temas em debate a planilha de custos do transporte e a equalização de eixos, além de outras condições de trabalho. O dirigente lembrou que o governo concedeu por mais de um mês uma subvenção ao combustível por causa da alta dos preços.

O presidente da Abrava não descartou uma mobilização futura, caso a categoria considere necessário pressionar o governo, mas reforçou que não existe convocação em curso. Ele afirmou ainda esperar que o governo reeleito do presidente Lula “administre bem” o país. Entre as preocupações recorrentes dos motoristas estão o preço do diesel, os custos de manutenção dos veículos e o cumprimento do piso mínimo do frete.

A orientação das entidades é acompanhar os comunicados oficiais das associações representativas e evitar compartilhar informações não confirmadas.

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