A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) divulgou nota na quinta-feira, 15, alertando que o fim da escala 6×1, aprovado pelo Senado por 75 votos a 1, pode reduzir empregos formais e afetar a competitividade da indústria baiana. A Fieb ressalta que reconhece a importância de melhorar as condições de trabalho.
Críticas à forma da aprovação
Para a entidade, a proposta foi aprovada sem estudos abrangentes sobre os efeitos econômicos e sem mecanismos de compensação para as empresas. A Fieb defende previsibilidade e um período de transição adequado a cada setor.
Entre os argumentos estão o aumento do custo da hora trabalhada sem ganho de produtividade, a escassez de mão de obra para formar equipes e a insegurança jurídica pela falta de regras claras para adaptar as escalas. Micro e pequenas empresas, de margens limitadas, poderiam perder competitividade.
Setores mais expostos na indústria baiana
Segundo a federação, os efeitos devem ser mais fortes em indústrias de turnos contínuos, em micro e pequenas empresas e em atividades intensivas em mão de obra. A Fieb cita a indústria química e petroquímica, que opera com turnos de seis horas e escalas 12×36, e a construção civil, que sofreria com o custo maior e a dificuldade de repor horas perdidas.
A PEC reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e substitui a escala 6×1 pela 5×2, com folgas preferencialmente aos domingos.


