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A nova tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos importados deve atingir diretamente apenas 1,8% do total exportado pelo agronegócio da Bahia. A estimativa é de um estudo técnico elaborado pela assessoria econômica do Sistema Faeb/Senar, que aponta impacto macroeconômico limitado e concentrado em poucas cadeias produtivas.

Entre julho e dezembro de 2025, o agronegócio baiano exportou US$ 3,6 bilhões para o mercado internacional. Desse total, US$ 222,54 milhões tiveram como destino os Estados Unidos, o equivalente a 6,1% das exportações do setor no estado. Cerca de 68% desse valor está na lista de exceções e permanece isento das novas medidas.

Cadeias mais expostas

O principal ponto de atenção é a pasta química de madeira para dissolução, que responde por cerca de 76% de todo o valor tarifado do agronegócio baiano. Com US$ 49,43 milhões exportados aos Estados Unidos no segundo semestre de 2025, o produto passou a ficar sujeito a uma incidência acumulada de até 37,5% em tarifas.

O sisal também será afetado, com taxa adicional de 12,5% sobre os US$ 6,63 milhões comercializados — entre 70% e 80% da exportação baiana do produto tem os Estados Unidos como destino. Mel natural e pescado igualmente passam a ser tributados em 12,5%.

Para a Faeb/Senar, o desafio deixa de ser generalizado e passa a se concentrar em cadeias e regiões específicas. A entidade defende medidas de diversificação de mercados, fortalecimento das cadeias mais dependentes e aumento da competitividade das empresas afetadas.

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