Um jovem de 21 anos foi preso temporariamente pela Polícia Federal na terça-feira (25), em Salvador, sob suspeita de participar de um esquema de fraudes em benefícios do INSS. Ele atuava como estagiário em uma agência do instituto no bairro de Itapuã.
A prisão ocorreu durante a Operação Representante Ilegal, deflagrada na manhã do mesmo dia pela Força-Tarefa Previdenciária, que reúne Polícia Federal, INSS e Ministério Público. O objetivo é desarticular uma organização criminosa suspeita de inserir dados falsos nos sistemas do instituto para obter a concessão de benefícios indevidos.
Até o momento, foram identificados 97 benefícios fraudados. Os pagamentos irregulares já efetuados somam aproximadamente R$ 3,5 milhões, valor que o Estado terá de tentar recuperar por meio de ação de ressarcimento.
Prejuízo poderia chegar a R$ 99 milhões
O impacto poderia ter sido muito maior. Segundo os cálculos da força-tarefa, caso as fraudes não fossem detectadas e os benefícios continuassem a ser pagos ao longo do tempo previsto para cada concessão, o prejuízo estimado alcançaria cerca de R$ 99 milhões.
As investigações começaram há aproximadamente quatro meses, a partir da identificação de acessos indevidos aos sistemas do INSS realizados por estagiários lotados na unidade. O cruzamento desses registros com os benefícios concedidos permitiu mapear o padrão das inserções fraudulentas.
A apuração continua para determinar quantas pessoas integravam o esquema, se havia participação de servidores efetivos e de que forma os beneficiários eram recrutados. O INSS também deve abrir procedimento administrativo para revisar as concessões suspeitas.

