Empresário é preso ao oferecer propina a vereadora e cita contratos de câmeras na Bahia como referênciaCaso ocorreu em São Paulo, durante reunião gravada em gabinete; empresa mencionada nega qualquer vínculo com o homem detido em flagrante.

Um homem foi preso em flagrante por corrupção ativa após oferecer propina a uma vereadora de São Paulo durante reunião realizada no gabinete parlamentar. Nas conversas, ele citou contratos de câmeras corporais firmados na Bahia como referência da atuação da empresa que dizia representar.

Segundo o relato da parlamentar, que preside a Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal paulistana, a oferta envolvia R$ 200 mil em espécie como antecipação, além de uma comissão de 5% a 10% sobre um contrato estimado em R$ 60 milhões. O objeto seria o favorecimento em eventual licitação de câmeras corporais para a Guarda Civil Metropolitana da capital paulista.

Reunião foi gravada e antecedida por boletim de ocorrência

Desconfiada após contatos anteriores, a vereadora registrou boletim de ocorrência preventivo antes do encontro e gravou toda a conversa, acompanhada de seu chefe de gabinete. Ao ouvir a proposta, ela confrontou o interlocutor, afirmou que a conduta configurava crime e deu voz de prisão. Uma agente da Guarda Civil Metropolitana conteve o homem até a chegada da Polícia Civil.

Viajando de Novo

O grupo empresarial mencionado durante a reunião atua nas áreas de tecnologia da informação, telecomunicações e cibersegurança e tem contratos no setor público baiano, incluindo o fornecimento de câmeras corporais para agentes de segurança do estado. Nas gravações, a Bahia aparece como exemplo de atuação da companhia em licitações públicas, sem que haja, até o momento, qualquer indicação de irregularidade nos contratos firmados no estado.

Em nota, a empresa negou vínculo com o homem preso, afirmando que ele nunca integrou seu quadro de funcionários, e informou que vai apurar os fatos e eventuais responsabilidades, além de repudiar qualquer prática que viole a legislação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo.

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