Cirurgião responsável por procedimento que terminou em morte em Ilhéus é genro de Ronaldo CarlettoEmpresária de 31 anos que morava nos Estados Unidos morreu após quatro procedimentos estéticos; defesa do médico atribui o óbito a uma reação rara à anestesia.

O cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, responsável pelo procedimento estético em que a empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morreu em Ilhéus, no sul da Bahia, é genro do ex-deputado federal Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante. Ele é casado desde 2019 com Ana Carolina Carletto, filha do dirigente partidário.

Adriele morava nos Estados Unidos e veio ao Brasil para realizar quatro procedimentos em uma única sessão cirúrgica: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. Segundo relato da família, ela entrou no centro cirúrgico às 15h de segunda-feira (25), com previsão de término por volta das 20h.

De acordo com o advogado dos familiares, a demora e a falta de informações levaram os parentes a cobrar notícias na unidade, e só depois eles foram comunicados sobre a morte. Um boletim de ocorrência foi registrado para que as circunstâncias do óbito sejam investigadas pela polícia.

Viajando de Novo

Defesa aponta hipertermia maligna

Em nota, a assessoria jurídica do médico afirma que a cirurgia foi realizada em unidade hospitalar licenciada, em centro cirúrgico habilitado e com acompanhamento de anestesiologista durante todo o ato. Segundo os advogados, o procedimento transcorreu sem intercorrências até a fase final, quando a paciente apresentou de forma súbita sinais compatíveis com hipertermia maligna, condição rara e potencialmente fatal ligada à suscetibilidade individual a determinados agentes anestésicos.

A defesa sustenta que se trata de “reação imprevisível, que não guarda relação com a técnica cirúrgica empregada e que não é detectável por exames pré-operatórios de rotina”, e afirma que foram adotadas as medidas de emergência recomendadas, sem resposta da paciente. Formado em Medicina em 2010, Rossini atua em Itabuna e foi alvo de denúncias públicas de pacientes em 2023. Procurado, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que não há processo ético-profissional em tramitação envolvendo o profissional no Tribunal de Ética Médica. A causa da morte segue sob apuração.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *