Chuva de meteoros Oriônidas, ligada ao cometa Halley, atinge o pico nesta madrugadaFenômeno é visível em todo o Brasil e tem melhor janela de observação na madrugada de quinta-feira (22), depois que a Lua se põe

A chuva de meteoros Oriônidas, formada por resíduos deixados pelo cometa Halley, atinge o pico de atividade na noite desta quarta-feira (21), com observação favorecida na madrugada de quinta (22). O fenômeno é visível em todo o Brasil, desde que o céu esteja limpo e a observação seja feita longe da iluminação urbana.

A atividade das Oriônidas se estende de 2 de outubro a 7 de novembro, mas é nas noites próximas ao pico que a quantidade de meteoros aumenta. Segundo a International Meteor Organization (IMO), a taxa pode chegar a 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais. A NASA estima entre 10 e 20 por hora sob céu escuro.

Melhor horário para ver a chuva de meteoros Oriônidas

A janela mais favorável vai de cerca de 1h40 até o amanhecer. A Lua está em fase crescente, com aproximadamente 77% a 80% do disco iluminado, e se põe depois da meia-noite, o que deixa o céu mais escuro nas horas finais da madrugada e facilita a visualização dos rastros mais fracos.

Viajando de Novo

O nome do fenômeno vem da constelação de Órion, região do céu de onde os meteoros parecem se originar, perto da estrela Betelgeuse. Não é preciso olhar diretamente para esse ponto: os rastros mais longos costumam aparecer desviando o olhar de 30 a 45 graus em relação à constelação.

Dicas para observar

Não é necessário telescópio nem binóculo. Procure um local escuro e com ampla visão do céu, apague luzes por perto, evite telas brilhantes e reserve cerca de 30 minutos para que os olhos se acostumem à escuridão. Uma cadeira reclinável ou uma manta ajudam a manter o conforto durante a espera.

O cometa Halley, de onde vêm os detritos, passou pela Terra pela última vez em 1986 e só retorna por volta de 2061, portanto não será visível neste ano. O que se observa agora são apenas os fragmentos que ele deixou na órbita do planeta.

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