O fechamento de lojas do Grupo Casas Bahia atingiu o comércio de Salvador. Ao menos 12 unidades foram encerradas na capital em agosto, incluindo pontos de rua e lojas instaladas em centros comerciais.
Entre as unidades desativadas estão endereços na Baixa dos Sapateiros, na Avenida Sete de Setembro, na Pituba e no Cabula, além de lojas em shoppings. O encerramento integra uma reestruturação nacional da companhia, que enfrenta dificuldades financeiras e pediu recuperação judicial.
Justiça suspende demissões coletivas
No país, o grupo fechou 298 lojas e anunciou aproximadamente 3 mil desligamentos. A Justiça do Trabalho, porém, manteve suspensas as demissões coletivas e determinou que novas dispensas em massa dependam de negociação prévia com os sindicatos, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
A recuperação judicial envolve dívidas declaradas de cerca de R$ 17,3 bilhões e aproximadamente 28 mil credores. Trabalhadores e entidades sindicais acompanham o processo para garantir o pagamento de salários e verbas rescisórias.
A empresa afirma que a reorganização busca preservar a operação e reduzir custos. O caso também envolve disputas judiciais com bancos e credenciadoras de cartões sobre recursos que a varejista considera necessários para manter o caixa durante o processo.
O fechamento de lojas tradicionais aprofunda a preocupação com o emprego no comércio de Salvador e altera a presença física de uma das maiores redes varejistas do país.

