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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir a proposta anunciada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho da Paz para Gaza. Após o encontro, o governo brasileiro sinalizou cautela e evitou assumir qualquer compromisso imediato com a iniciativa, destacando a necessidade de aprofundar o debate antes de qualquer posicionamento oficial.

De acordo com a avaliação interna do Palácio do Planalto, o tema é sensível e demanda discussões adicionais, além da coleta de informações mais detalhadas sobre os objetivos, a composição e o funcionamento do conselho proposto. A diplomacia brasileira entende que qualquer iniciativa envolvendo o conflito em Gaza precisa estar alinhada aos princípios do multilateralismo e ao papel central das instituições internacionais já existentes.

A proposta americana, no entanto, já enfrenta resistência no cenário internacional. A França comunicou que não pretende aceitar o convite de Trump para integrar o chamado Conselho da Paz, tornando-se a primeira baixa anunciada desde a divulgação da ideia. Entre as principais preocupações levantadas por autoridades francesas estão possíveis conflitos com os princípios, as atribuições e a estrutura das Nações Unidas, tradicionalmente responsáveis pela mediação de conflitos internacionais.

No Itamaraty, a avaliação é de que iniciativas paralelas podem enfraquecer mecanismos consolidados da diplomacia internacional, especialmente em um contexto de alta complexidade geopolítica como o do Oriente Médio. Diante desse cenário, o Brasil mantém uma postura prudente, reforçando a defesa do diálogo, do respeito ao direito internacional e do protagonismo da ONU em processos de paz, enquanto acompanha os desdobramentos da proposta apresentada por Trump.

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