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CompartilheCompartilhe 0 Ministério Público Federal listou nove exemplos para demonstrar a suposta conduta criminosa do influenciador ao praticar o chamado ‘racismo recreativo’ A denúncia contra Cocielo foi inicialmente feita pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e chegou ao Ministério Público Federal em 2022 O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a condenação do influenciador Júlio Cocielo por supostas publicações racistas feitas em seu perfil no X (antigo Twitter). As postagens racistas teriam sido feitas entre os anos de 2011 e 2018 e incluem, segundo o órgão, um comentário que faz referência ao jogador Kylian Mbappé, atacante da seleção francesa. Entre os nove exemplos listados pelo MPF para demonstrar a suposta conduta criminosa do influenciador ao praticar o chamado “racismo recreativo”, em uma publicação falava sobre a velocidade do atleta durante a Copa do Mundo de 2018. Após a repercussão negativa, o influenciador apagou cerca de 50 mil tweets de seu perfil e lançou um texto com um pedido de desculpas, informou o Ministério Público. O MPF ressaltou que a liberdade de expressão não é absoluta e deve ser exercida em harmonia com outros direitos. Mesmo considerando que Cocielo é um humorista, o órgão afirmou que não é possível enxergar tom cômico, crítica social ou ironia nas mensagens publicadas por ele. Pelo contrário, as mensagens são claras e diretas quanto ao desprezo do réu pela população negra, destacou João Paulo Lordelo, procurador da República responsável pela ação. A denúncia contra Cocielo foi inicialmente feita pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e chegou ao Ministério Público Federal em 2022, estando em fase final em primeira instância e pronta para julgamento. As alegações finais foram divulgadas em novembro de 2023, e a manifestação do Ministério é a última etapa antes do proferimento da sentença pela Justiça, conforme a nota oficial. O processo, que estava em sigilo até dezembro passado, teve sua tramitação tornada pública após um pedido do MPF acolhido pela Justiça Federal. As informações foram divulgadas no site oficial do Ministério Público.
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