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Pesquisadores ligados ao Universidade de São Paulo (USP) alcançaram um marco científico ao desenvolver o primeiro porco clonado do Brasil e da América Latina, o feito integra um projeto do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), voltado à produção de animais geneticamente modificados para uso em transplantes humanos.

O animal nasceu em laboratório do Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (IZ-Apta), localizado em Piracicaba, no interior de São Paulo, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para viabilizar o uso de órgãos suínos em pacientes humanos, reduzindo o risco de rejeição imunológica.

A pesquisa está inserida no campo do xenotransplante, técnica que utiliza órgãos de animais em humanos, uma alternativa considerada promissora diante da escassez de doadores, nesse contexto, os porcos têm sido escolhidos por apresentarem órgãos com tamanho e funcionamento semelhantes aos humanos.

Segundo os cientistas, o próximo passo é avançar na modificação genética dos animais, com o objetivo de tornar seus órgãos mais compatíveis com o organismo humano, minimizando reações adversas e aumentando as chances de sucesso em transplantes.

O avanço coloca o Brasil em posição de destaque na pesquisa biomédica e reforça o potencial da biotecnologia para enfrentar um dos principais desafios da medicina moderna: a falta de órgãos disponíveis para transplante.

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