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Gary Freeman, que dedicou a vida à preservação da fauna na África do Sul, foi atacado diante de turistas.

 

Dono de safári que dizia preferir a morte a matar um elefante morre pisoteado pelo animal Crédito: Reprodução

O sul-africano Gary Freeman, de 65 anos, era conhecido não apenas por ser o dono de uma reserva particular em Limpopo, mas por um lema que carregava com orgulho, ele dizia a quem quisesse ouvir que preferiria morrer sob as patas de um elefante a ter que puxar o gatilho contra um deles. No último dia 9 de abril, essa afirmação, infelizmente, se transformou em realidade.

O incidente aconteceu durante um passeio de rotina na reserva de Klaserie. Gary guiava um grupo de quatro turistas quando o grupo se deparou com um exemplar gigante da espécie. Sem aviso prévio, o paquiderme de seis toneladas avançou. Fiel às suas convicções até o último segundo, o guia experiente tentou conter a fúria do animal, mas não disparou um único tiro para se defender.

Em meio ao choque, os turistas conseguiram resgatar Gary e colocá-lo de volta no veículo de safári, correndo em busca de socorro médico. No entanto, o ambientalista não resistiu aos graves ferimentos e faleceu antes de receber atendimento especializado. Segundo fontes próximas, Gary morreu vivendo sua verdade, o respeito pela vida selvagem, mesmo quando ela se voltava contra ele.

Nas redes sociais, amigos e visitantes da reserva relembraram o entusiasta que Gary era. Muitos destacaram que ele não era apenas um empresário do setor, mas um guardião que ensinava o “profundo respeito” pelos gigantes da savana. Para quem o conhecia, Gary se foi como um mártir de sua própria causa, deixando um vazio na conservação da vida selvagem africana.

Fonte: Ana Beatriz Sousa

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