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CompartilheCompartilhe 0 O Banco Central se recusou a divulgar detalhes sobre reuniões realizadas entre o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, alegando que a exposição das informações representaria “risco à segurança da sociedade e do próprio Estado”. As informações foram reveladas pela jornalista Malu Gaspar. De acordo com fontes ouvidas na apuração, Alexandre de Moraes teria se reunido com Galípolo em pelo menos quatro ocasiões para interceder em favor do Banco Master, que buscava viabilizar sua venda ao Banco de Brasília (BRB). Posteriormente, o ministro afirmou que os encontros trataram das sanções que lhe foram impostas pelo governo dos Estados Unidos. O caso ganhou novos contornos no Congresso Nacional, onde um grupo de parlamentares passou a atuar de forma coordenada para aprovar propostas legislativas que beneficiariam diretamente o Banco Master. As articulações incluiriam pressões sobre órgãos de controle e tentativas de blindagem de agentes políticos, ao mesmo tempo em que o grupo trabalha para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso. Nos bastidores, essas movimentações são atribuídas à chamada “bancada do Master”, expressão utilizada para descrever parlamentares alinhados aos interesses do banco. Uma das iniciativas apontadas como favoráveis à instituição foi a emenda apresentada em agosto de 2024 pelo senador Ciro Nogueira, que propunha elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC é considerado um mecanismo central no modelo de captação do Banco Master, o que reforçou as críticas à proposta e levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Enquanto isso, a negativa do Banco Central em fornecer esclarecimentos sobre os encontros mantém o episódio sob forte escrutínio político e institucional.
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