0

Diante da crescente onda de protestos contra o governo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que pretende acolher as queixas econômicas apresentadas pelos manifestantes, mas não indicou qualquer recuo em relação à repressão adotada pelas forças de segurança. A declaração ocorre em meio ao aumento da violência e ao agravamento da crise política no país.

Segundo grupos de direitos humanos, o número de mortos nos confrontos subiu para quase 500 nos últimos dias, podendo ser ainda maior, embora os dados oficiais não tenham sido confirmados pelas autoridades iranianas. As manifestações, motivadas principalmente por dificuldades econômicas, vêm se espalhando por diversas regiões do país.

Em entrevista concedida à televisão estatal iraniana, no sábado, Pezeshkian tentou equilibrar um discurso de escuta com a defesa da ordem interna. “Nossa responsabilidade é resolver e atender às queixas do povo. Mas também temos o dever de não permitir que os manifestantes desestabilizem o país”, afirmou o presidente.

A fala reforça a postura do governo iraniano, que sinaliza disposição para dialogar sobre questões econômicas, mas mantém uma linha rígida no controle dos protestos, o que tem gerado críticas internacionais e preocupação de organizações de direitos humanos quanto ao uso excessivo da força.

Morre aos 49 anos a atriz potiguar Titina Medeiros, destaque de “Cheias de Charme”

Artigo anterior

Irã enfrenta pressão interna e externa em meio a protestos e enfraquecimento regional

Próximo artigo

Você pode gostar

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais sobre Notícias