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K-pop, k-dramas, cinema, gastronomia e beleza impulsionaram a chamada Hallyu e confirmaram a Coreia do Sul como uma potência cultural global, com o Brasil ocupando papel de destaque nesse cenário. Em 2025, o país se consolidou como o segundo maior mercado mundial consumidor da Hallyu e o quinto maior mercado de k-pop, evidenciando a força e a diversidade do público brasileiro.

A música foi um dos principais motores desse crescimento. Estádios lotados marcaram a passagem do Stray Kids pelo Brasil com a turnê DominAte, que reuniu mais de 160 mil fãs. O calendário de shows também contou com apresentações de grupos como NTX, Younite e Rapercussion, além da dupla HELLO GLOM & from20, ampliando ainda mais a presença do k-pop no país.

Mas é na dramaturgia que a preferência nacional se destaca. Dados divulgados pela Kocca Brasil, agência de conteúdo criativo da Coreia do Sul com escritório em São Paulo, apontam que 90% dos brasileiros consomem k-dramas, sendo que 55% acompanham episódios semanalmente. As plataformas Netflix e Viki lideram a audiência, enquanto o entusiasmo do público se refletiu no esgotamento rápido dos ingressos para fanmeetings de atores como Park Bogum, Jung Hae In e Lee Jun Ho, realizados em São Paulo.

Os k-dramas seguem firmes entre os títulos mais assistidos dos serviços de streaming. Produções como Se a Vida Lhe Der Tangerinas, Round 6, Bon Appétit, Majestade e Beijo Explosivo figuraram no top 10 da Netflix, gerando grande engajamento nas redes sociais. Já o filme K-Pop Demon Hunters marcou o ano ao transitar entre cinema e música, alcançando 236 milhões de exibições na Netflix e arrecadando US$ 18 milhões em bilheteria nos Estados Unidos, números que também refletem a adesão do público brasileiro.

O audiovisual ligado ao k-pop também ganhou espaço nas salas de cinema. Sessões especiais exibiram transmissões globais de shows e documentários de artistas como J-Hope e Jin, do BTS, além de Seventeen e G-Dragon, comprovando a força do fandom fora das plataformas digitais.

A gastronomia coreana acompanhou esse movimento cultural. Popularizada pelos k-dramas, ela viveu um de seus melhores momentos no Brasil, com restaurantes lotados e maior difusão do kimchi, reconhecido por seus benefícios à saúde. A culinária é ainda tema da exposição Em Busca da Hansik, baseada no fotolivro Coreia do Sul – cores e sabores, de Carlos Eduardo Oliveira, em cartaz até 1º de fevereiro de 2026 no Centro Cultural Coreano no Brasil, em São Paulo.

Outro setor que se destacou foi o da beleza. O consumo de produtos de skincare coreano cresceu de forma expressiva, impulsionado tanto pelo interesse nos rituais de autocuidado quanto pela maior oferta de marcas de k-beauty no mercado brasileiro. A estratégia de associar produtos a idols como embaixadores, prática já comum na moda, contribuiu para ampliar ainda mais esse alcance.

Com números expressivos e presença crescente em diferentes áreas, a Hallyu segue conquistando espaço no Brasil. Para quem ainda não se rendeu ao fenômeno, a cultura sul-coreana oferece múltiplas portas de entrada, da música e da dramaturgia à gastronomia, à literatura e ao cuidado com a beleza, prometendo continuar em evidência também em 2026.

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