Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Imagem de arquivo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram na noite desta sexta-feira (23) do último debate do segundo turno presidencial, promovido pela TV Globo, no Rio de Janeiro, a dois dias da votação deste domingo (25). Mediado por César Tralli, o encontro teve quatro blocos, segundo a Gazeta do Povo, o BandaB e o Terra.


Economia e políticas sociais
No primeiro bloco, Flávio questionou Lula sobre obras paralisadas, preço dos alimentos e perda de poder de compra. Lula citou o PAC e a valorização do salário mínimo e comparou o adversário a um estudante que memoriza sem compreender.
No bloco social, Lula cobrou o voto de Flávio, quando deputado estadual, contra a ampliação da licença-maternidade; o senador reconheceu que hoje votaria de outra forma. Flávio usou a expressão “nove dedos” para se referir ao presidente, que reagiu: “Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”. Flávio pediu desculpas. Em saúde, Lula criticou a gestão da pandemia no governo anterior; Flávio apontou filas no SUS.
Segurança, Banco Master e sigilos
No terceiro bloco, Flávio afirmou que Lula “prometeu picanha e entregou abóbora” e criticou o endividamento das famílias; Lula defendeu o Desenrola e lembrou a proibição das apostas on-line. Em segurança, Flávio defendeu o fim das saídas temporárias de presos e a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Lula citou a morte da menina Ana Clara, em Niterói, e questionou a atuação de Flávio na defesa do policial acusado; o senador respondeu que o réu ainda não foi julgado e tem direito à defesa.
No tema livre, Lula perguntou sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis entre o jogador Richarlison e o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. O senador negou irregularidades: “Essa ilha nunca foi do Richarlison”. Flávio questionou Lula sobre um uísque que, segundo ele, teria sido presenteado por Vorcaro, e cobrou a abertura dos sigilos do cartão corporativo e das visitas ao Alvorada. Lula respondeu que “você e Vorcaro parecem uma coisa só” e disse ter entregado seus documentos à Justiça Eleitoral. Flávio disse que o investimento de Vorcaro em um filme sobre seu pai foi privado.
Nas considerações finais, Lula disse que a escolha é entre manter a democracia ou ter “um miliciano governando este país”. A emissora concedeu um minuto de direito de resposta a Flávio, que afirmou nunca ter sido investigado por ligação com milícias e prometeu classificá-las como narcoterroristas. Em sua fala final, o senador disse que não prometerá o que não pode cumprir e que vai devolver o poder de compra.


