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Em uma votação praticamente unânime — 427 votos a 1 —, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira uma ordem determinando que o Departamento de Justiça (DoJ) divulgue imediatamente todos os documentos relacionados ao caso do financista e pedófilo Jeffrey Epstein, encontrado morto em uma prisão federal em 2019 enquanto cumpria pena por tráfico sexual.

A decisão ocorre dias após democratas divulgarem e-mails enviados pelo próprio Epstein em 2019, nos quais ele afirmava que o então presidente Donald Trump, seu amigo de longa data, “sabia das garotas”. A revelação acirrou ainda mais a pressão para que o governo libere toda a documentação mantida em sigilo pelo DoJ.

O único voto contrário veio do deputado Clay Higgins, republicano da Louisiana, que argumentou que a medida poderia expor milhares de pessoas sem ligação com os crimes de Epstein, causando danos colaterais a indivíduos citados nos documentos por razões secundárias.

A resolução agora segue para o Senado, onde também precisa ser aprovada. Caso passe, será encaminhada ao próprio Trump, que voltou a afirmar publicamente que não pretende sancioná-la, apesar da pressão bipartidária sem precedentes observada na Câmara.

A votação coloca novamente o nome de Epstein no centro do debate político dos EUA e amplia as tensões em torno da transparência sobre possíveis conexões do financista com figuras poderosas da política, do Judiciário e do empresariado americano.

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