Caso Mãe Bernadete: quarto réu é condenado a 23 anos e 9 meses de prisão em júri em SalvadorSérgio Ferreira de Jesus foi condenado por homicídio qualificado; um dos cinco acusados ainda não foi julgado.

O caso Mãe Bernadete teve mais um desfecho na Justiça baiana. O Tribunal do Júri de Salvador condenou, na quarta-feira (21), Sérgio Ferreira de Jesus a 23 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira. Ele é o quarto dos cinco acusados a ser julgado.

O julgamento ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, sob a presidência da juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público da Bahia e reconheceram homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso proibido. Como já estava preso preventivamente, a execução imediata da pena foi determinada.

O que diz a acusação no caso Mãe Bernadete

Segundo a acusação, Sérgio foi o instigador do crime: teria incentivado o assassinato após um desentendimento com a líder religiosa, indicado o caminho aos executores e recebido celulares roubados da vítima e de familiares no dia do crime. Foram ouvidas seis testemunhas, duas de acusação e quatro de defesa, além do próprio réu.

Viajando de Novo

Mãe Bernadete tinha 72 anos e foi morta a tiros dentro de casa, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, em 17 de agosto de 2023. Ela era conhecida pela defesa dos direitos das comunidades quilombolas e pela oposição ao tráfico de drogas no território, e as investigações ligaram o crime a conflitos desse tipo.

Situação dos demais réus

Arielson da Conceição dos Santos, apontado como executor, foi condenado em abril de 2026 a 40 anos, 5 meses e 22 dias. Marílio dos Santos, tido como mandante, recebeu 29 anos e 9 meses na mesma sessão e morreu dois dias depois. Josevan Dionísio dos Santos, que teria efetuado os disparos, foi condenado em 13 de outubro a 28 anos. Já Ydney Carlos Santos de Jesus, o quinto acusado, ainda não foi julgado e não há data definida.

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