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Em visita à Aldeia Vista Alegre de Capixauã, no estado do Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo vai criar uma universidade indígena com sede em Brasília. A proposta, segundo ele, busca fortalecer a educação voltada aos povos originários e ampliar a presença indígena nas políticas de formação e pesquisa.

Durante o discurso, Lula usou o bom humor para se aproximar das comunidades locais e disse, em tom de brincadeira, que pretende lançar o programa “Minha Oca, Minha Vida” — uma referência ao “Minha Casa, Minha Vida”, uma das principais marcas de seus governos anteriores.

A visita faz parte de uma agenda voltada à pauta ambiental e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, nos dias que antecedem a Cúpula de Líderes e a Conferência do Clima da ONU (COP30), que será realizada em Belém em 2025. No sábado, o presidente inaugurou obras de ampliação no porto e no aeroporto da capital paraense e destacou o esforço do governo federal na preparação da cidade para receber o evento internacional.

“Quando escolhemos Belém para sediar a COP30, muita gente foi contra. Mas agora estamos entregando a infraestrutura necessária para mostrar que a Amazônia pode e deve ser o centro das decisões sobre o clima”, afirmou Lula.

Com a viagem, o governo busca reforçar sua imagem na pauta ambiental e reafirmar o compromisso do Brasil com o protagonismo climático, ao mesmo tempo em que procura estreitar laços com as comunidades indígenas e tradicionais da região amazônica.

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