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EUA intensificam ataques contra embarcações ligadas ao tráfico e elevam número de mortos para 57 desde setembro

Os Estados Unidos ampliaram sua campanha militar contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no litoral da América Central e do Sul, em uma série de ataques realizados nesta segunda-feira (28) que deixaram 14 mortos, segundo informou o secretário de Defesa, Pete Hegseth.

As ações ocorreram em águas internacionais do Pacífico Oriental, em áreas conhecidas como rotas do narcotráfico, e elevaram para 57 o total de mortos desde o início da operação, em setembro. De acordo com fontes do Pentágono, três ataques atingiram quatro barcos suspeitos, que estariam transportando drogas entre a Colômbia e a América Central.

O governo de Donald Trump tem deslocado o foco das operações militares contra o narcotráfico do Caribe — próximo à Venezuela — para o Pacífico, numa tentativa de conter o fluxo marítimo de cocaína proveniente da costa colombiana. Autoridades americanas afirmam que os cartéis têm alterado suas rotas para escapar da vigilância no Atlântico, levando Washington a reforçar a presença militar na região.

O Pentágono confirmou ainda que bombardeiros estratégicos B-1 e B-52 realizaram voos em espaço aéreo internacional próximo à Venezuela, em uma demonstração de força diante do governo de Nicolás Maduro, que vem sendo alvo de sanções e pressões diplomáticas de Washington.

A operação, conduzida sob o argumento de combater o narcotráfico transnacional, tem despertado preocupações em países latino-americanos sobre o aumento da presença militar americana na região e os riscos de incidentes em águas disputadas. Analistas alertam que o avanço das ações também possui motivações políticas, num momento em que a Casa Branca busca reforçar sua política externa de segurança e mostrar firmeza no combate ao crime organizado internacional.

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