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Brasileiros demonstram alta preocupação com a inteligência artificial e desconfiança na regulação do setor, mostra estudo internacional

Uma pesquisa global divulgada pelo Pew Research Center revela que o Brasil é o quarto país mais apreensivo com a inteligência artificial (IA), ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Itália e Austrália. O levantamento mostra que quase metade dos brasileiros afirma estar mais preocupada do que animada com o avanço da tecnologia, enquanto apenas 10% se dizem mais empolgados do que receosos.

Mesmo entre os que se consideram otimistas, o sentimento não é totalmente positivo: 37% dos brasileiros afirmam ter sentimentos mistos em relação à IA, refletindo cautela e incerteza quanto aos impactos da tecnologia no cotidiano.

Baixa confiança na regulação

Um dos fatores que mais alimenta a apreensão no país é a falta de confiança na capacidade do governo de regular o setor de forma eficaz. Segundo o estudo, 45% dos entrevistados brasileiros dizem confiar pouco ou nada na atuação do Estado para criar regras e proteger a sociedade diante dos avanços tecnológicos.

Essa desconfiança reflete um temor crescente sobre o uso indevido da IA em áreas como segurança, trabalho, educação, serviços públicos e manipulação de informações.

Familiaridade baixa, preocupação alta

Outro dado relevante do estudo é a baixa familiaridade da população brasileira com o tema. Apenas 22% afirmam ter lido ou ouvido muito sobre inteligência artificial, um índice bem inferior ao de países como Estados Unidos ou França. A pesquisa mostra ainda que, quanto menor o conhecimento declarado sobre o assunto, maior tende a ser a preocupação — um padrão que também se repete em outras nações pesquisadas.

Especialistas apontam que a combinação de baixa informação, avanço acelerado da tecnologia e falta de regulação clara contribui para o aumento do ceticismo entre os brasileiros.

Desafio global

A pesquisa do Pew Research Center envolveu diversos países e confirma uma tendência global de ambivalência em relação à IA: embora muitos reconheçam seu potencial transformador, há preocupações significativas com segurança, ética e impactos sociais e econômicos.

O cenário brasileiro, porém, destaca-se pelo alto grau de preocupação pública e falta de confiança nas instituições reguladoras, indicando a necessidade urgente de debate transparente, educação digital e políticas públicas eficazes para lidar com os desafios impostos pela inteligência artificial.

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