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CompartilheCompartilhe 0 Às vésperas da tarifa dos EUA, Lula fala em cautela com Trump e cresce nas pesquisas para 2026 Às vésperas da entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que as negociações com o governo americano exigem moderação e cautela diplomática. Em discurso durante a posse de Edinho Silva como novo presidente nacional do PT, Lula afirmou que não pode “falar tudo o que gostaria” sobre a medida do presidente Donald Trump. “Tenho um limite de briga com o governo americano. Não posso falar tudo que eu acho que devo falar, tenho que falar o que é possível”, afirmou Lula, sugerindo que o momento requer estratégia diplomática. A nova política tarifária, que começa a valer nesta quarta-feira (6), afeta diretamente produtos baianos, como celulose, cacau e pneus, gerando preocupações entre governadores e setores industriais. Trump, em entrevista na última semana, disse que Lula pode “ligar quando quiser”, ao que o presidente brasileiro respondeu que “o governo sempre esteve aberto ao diálogo”. Apesar do tom conciliador, os dois ainda não se falaram diretamente. Durante o mesmo evento, Lula comentou a possibilidade de uma nova candidatura à presidência em 2026. Segundo ele, caso concorra, será “para ganhar, não para disputar”. Aos 80 anos, disse estar com “energia de 30” e afirmou que não pretende enganar o povo ou o partido sobre sua condição de saúde. “Jamais irei enganar o partido e o povo brasileiro. Se for para ser candidato, estarei 100%”, disse. Lula lidera cenários para 2026 Uma pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana aponta vantagem de Lula sobre nomes da direita em todos os cenários testados para 2026. Na simulação de segundo turno contra Jair Bolsonaro, Lula venceria por 47% a 43%. Contra Tarcísio de Freitas, a vantagem passou de empate técnico para 45% a 41%. Lula também supera Michelle Bolsonaro (48% a 40%), Eduardo Bolsonaro (49% a 37%) e Flávio Bolsonaro (48% a 37%). O levantamento também mostrou que 61% dos entrevistados rejeitam a ideia de anistia para Jair Bolsonaro, seus aliados acusados de conspirar contra a democracia e os envolvidos no ataque de 8 de Janeiro. Apenas 19% disseram que votariam com certeza em um candidato que defendesse essa pauta. Direita evita manifestação; Bolsonaro ausente Enquanto isso, o campo bolsonarista realizou neste fim de semana atos intitulados “Reaja, Brasil: Agora é a hora”, com manifestações em ao menos 20 capitais, incluindo São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte. Apesar do esforço de mobilização, Jair Bolsonaro não compareceu, por estar submetido a medida cautelar que o impede de sair de casa aos finais de semana. Ele participou por videochamada. Também ausentes estavam os governadores aliados — Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Júnior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) —, que alegaram outros compromissos. A ausência gerou críticas do pastor Silas Malafaia, organizador do evento. “Estão com medo do STF. Arrumaram desculpa. Bolsonaro é insubstituível”, disparou. Segundo o Monitor do Debate Político, o protesto na Avenida Paulista reuniu cerca de 37,6 mil pessoas, com margem de erro que aponta um público entre 33 mil e 42 mil participantes. O destaque político do ato foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que, em discurso, atacou o ministro Alexandre de Moraes, criticou a diplomacia do governo Lula e cobrou os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Nikolas também mostrou o ato ao ex-presidente Bolsonaro por vídeo, reforçando o vínculo direto com a militância. Cenário polarizado e incertezas diplomáticas Enquanto a esquerda se organiza para preservar o projeto em torno de Lula e sua governabilidade, a direita tenta reagrupar forças, mas enfrenta dificuldades jurídicas, divisionismo e queda de popularidade. O “tarifaço” de Trump, por sua vez, escancara os desafios diplomáticos e econômicos do Brasil com os EUA — e exige habilidade política do Palácio do Planalto para proteger exportações, empregos e setores estratégicos da indústria nacional.
Governador e presidente da Fieb se reúnem com Alckimin e defendem retirada de produtos baianos da lista de taxação dos EUA
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