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CompartilheCompartilhe 0 Puérperas com recém-nascidos internados nas Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, participaram nesta sexta-feira (18) de uma Oficina Gastronômica sob o comando dos chefs André Cabral, Isabela Menezes e Bruna Santos, no Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que acontece no Centro de Convenções do município. A iniciativa teve o objetivo de proporcionar aprendizado, trabalho e oportunidade de geração de renda, contribuindo para a transformação social e econômica dessas famílias. Uma pesquisa feita pelo HMIJS junto ao Cartório de Registro Civil instalado na unidade aponta que a cada 100 Certidões de Nascimento emitidas na unidade este ano, 40 são efetivadas por mães solo, mulheres que criam seus filhos sozinhas, sem a presença ou apoio de um parceiro. A oficina com aulas práticas capacitou as participantes em técnicas gastronômicas e empreendedorismo na produção de bolos artesanais e trufas. Elas produziram doces que podem ser transformados em um negócio lucrativo, gerando renda que poderá auxiliar na segurança alimentar e em oportunidades de trabalho para as mães. Mão no ombro Professora de Gastronomia com pós-graduação em docência no ensino superior e educadora social, a chef Bruna Santos destacou a importância de iniciativas como esta. “Muitas delas sabem que podem. Mas precisam de alguém que coloquem a mão no ombro delas e diga: você consegue. Esse é o nosso objetivo aqui”, disse. Empreendedor formado em gastronomia pela UNIT, em Aracaju, o chef André Cabral explicou que, para além da parceria com o hospital, o importante foi dar a estas mulheres a oportunidade de começar. Os bolos e trufas produzidos durante a oficina foram disponibilizados para que elas pudessem comercializar. Além disso, todas receberam um kit completo do festival, contendo ingredientes para a primeira produção quando retornarem para casa. Naiara, de 22 anos, é de Mucuri, no extremo sul da Bahia. Seu filho nasceu há quatro dias e teve que ser transferido de UTI Aérea para ser cuidado no HMIJS. Estar aqui (no festival) é, também, respirar, sair um pouco do ambiente hospitalar e abrir caminho para a opção de um negócio que nos gere renda no futuro”, afirmou. O filho prematuro da mineira Alana, solteira, 18 anos, nasceu há seis dias e encontra-se na UTI Neonatal da unidade. “Tenho um emprego, estou de licença dele. Mas enxergo esta oportunidade como uma possibilidade de reforço para o orçamento de casa. Eu divido a casa com um primo”, destacou. Desenvolvimento comunitário “Esta iniciativa pode ser um modelo de sucesso para futuras ações de responsabilidade social e desenvolvimento comunitário”, assegura o empresário Marco Lessa, idealizador do festival, evento que tem o patrocínio do Governo da Bahia. Gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) e, também, uma obra do Governo do Estado, o Materno-Infantil, através de uma equipe multidisciplinar (Serviço Social, Terapeutas Ocupacionais e Psicólogos), garante iniciativas, com apoio às mães, enquanto dura a permanência dos bebês nas UTIs da unidade. Ao longo destes três anos e meio de funcionamento, o HMIJS já promoveu ações como oficinas de crochê e produção do Polvo Terapêutico, sessões de Massoterapia, Aromaterapia e Maquiagem, Piqueniques, pintura gestacional, estímulo à Amamentação, dentre outras iniciativas. O Chocolat Festival atingiu em 2024 a meta de 40 edições, já gerou cerca de R$ 60 milhões em negócios diretos e indiretos. O projeto é realizado em cinco estados brasileiros e fora do país. Já o Hospital Materno-Infantil é a única maternidade 100% SUS da região sul da Bahia e a única unidade do estado habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Indígenas. Com 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, além de pediatria clínica, UTIs pediátrica e Neonatal, a unidade já ultrapassou a marca de dez mil e 200 partos. Fonte: SECOM
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