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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Itamaraty providencie o translado do corpo da publicitária Juliana Marins, brasileira morta na Indonésia após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani. A decisão foi comunicada diretamente ao pai da vítima, em uma ligação feita por Lula para prestar solidariedade.

Juliana, que estava desaparecida desde sexta-feira (21), foi encontrada morta nesta terça-feira (25). A autópsia realizada pelo Instituto Médico Legal de Bali apontou que ela morreu cerca de 20 minutos após a queda, devido a uma hemorragia interna causada por traumatismo severo no tórax. O laudo descartou hipotermia.

Inicialmente, o Ministério das Relações Exteriores informou que não poderia arcar com os custos da repatriação, citando a legislação brasileira, que veda esse tipo de despesa com recursos públicos. No entanto, em evento público, Lula criticou a norma e anunciou que irá revogá-la, afirmando que o Estado brasileiro deve garantir assistência integral a seus cidadãos, mesmo fora do país.

A morte de Juliana também gerou reflexão nas redes sociais sobre a forma como a sociedade julga a liberdade feminina. A colunista Mariliz Pereira Jorge, no podcast De Tédio a Gente Não Morre, destacou a diferença de percepção entre homens e mulheres em situações semelhantes: “Enquanto homens são chamados de exploradores, mulheres são tachadas de imprudentes. Não é coragem demais. É liberdade de menos”.

A tragédia reacendeu debates sobre garantia de direitos em viagens internacionais, apoio institucional às famílias e os estigmas enfrentados por mulheres que escolhem viver com autonomia.

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