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CompartilheCompartilhe 0 Hariel Paliano, indígena pertencente ao povo Xokleng, foi encontrado sem vida às margens da rodovia que conecta os municípios de Doutor Pedrinho e Itaiópolis, em Santa Catarina, no último sábado (27). O corpo de Hariel, de 26 anos, apresentava sinais de espancamento e queimaduras, segundo informações divulgadas pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). As informações são da Agência Brasil. O STF considerou a REPERCUSSÃO GERAL do julgamento da Terra Indígena Ibirama-Lã Klanõ do povo Xokleng em Santa Catarina. Isso significa que o que ficar decidido vale para todos os processos de DEMARCAÇÃO de terras. É o futuro dos povos indígenas em jogo #MarcoTemporalNão pic.twitter.com/BWh04nYlLV — Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 22, 2020 O crime aconteceu a cerca de 300 metros da residência de Hariel, onde ele vivia com sua mãe e o padrasto, líder da aldeia Kakupli. A comunidade já havia sido alvo de violência anteriormente, com relatos de disparos de arma de fogo em sua direção no dia 4 deste mês. As autoridades policiais, incluindo a Polícia Federal (PF), estão investigando o caso. O contexto do crime se desenrola em uma área onde está localizada a Terra Indígena Ibirama La Klaño, habitada por diferentes etnias indígenas, incluindo Kaingang, Guarani e Xokleng. Esta região tem sido palco de disputas territoriais, especialmente após debates em torno do marco temporal para demarcação de terras indígenas, que recentemente foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Cimi, em nota, expressou solidariedade aos familiares de Hariel e destacou que os episódios de violência na região têm se intensificado após a aprovação do marco temporal pelo Congresso. Além disso, a entidade mencionou a decisão do ministro Gilmar Mendes, relator das ações sobre o marco temporal, que determinou a realização de conciliação entre as partes envolvidas. Para o Cimi, essa decisão foi interpretada como uma vitória dos setores contrários à demarcação de terras indígenas, intensificando o clima de hostilidade contra os povos indígenas. A entidade enfatizou que tal contexto tem contribuído para a escalada de violência nas comunidades indígenas em todo o Brasil.
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