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CompartilheCompartilhe 0 O atacante Vitor Roque, do Palmeiras, gerou polêmica nas redes sociais ao publicar, no último domingo (5), uma imagem com teor homofóbico após a vitória de seu time por 3 a 2 sobre o São Paulo, em clássico válido pelo Campeonato Brasileiro. A publicação foi apagada pouco tempo depois, mas não antes de repercutir negativamente entre torcedores, veículos de imprensa e influenciadores. Apesar da exclusão, o conteúdo foi amplamente criticado por promover discurso de ódio e preconceito, prática enquadrada como crime pela legislação brasileira. A postagem foi interpretada como um ataque à torcida adversária com base em estereótipos ofensivos relacionados à orientação sexual. Defesa de Marcos e apoio de Neymar O caso, no entanto, ganhou contornos ainda mais controversos quando o ex-goleiro Marcos, ídolo palmeirense e campeão mundial com a Seleção Brasileira, saiu em defesa de Vitor Roque durante participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta. No programa, Marcos criticou o influenciador Rogério Barolo, conhecido setorista do São Paulo, que havia condenado a atitude do atacante. “Isso sempre existiu no futebol. Agora tudo é lacração, tudo querem problematizar”, afirmou Marcos, relativizando a gravidade do ato. O jogador Neymar, atualmente no futebol saudita, também curtiu e compartilhou conteúdos em apoio a Vitor Roque, reforçando a divisão de opiniões nas redes sociais. Reações e possível responsabilização A postagem de Roque reacendeu o debate sobre homofobia no futebol brasileiro, uma prática ainda recorrente nas arquibancadas e no ambiente esportivo, apesar de campanhas recentes contra o preconceito nos estádios. Entidades e movimentos ligados aos direitos LGBTQIA+ se pronunciaram nas redes sociais pedindo punições institucionais, tanto por parte do Palmeiras, quanto da CBF. Até o momento, nem o clube nem a entidade máxima do futebol nacional se manifestaram oficialmente sobre o episódio. A Lei nº 7.716, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, foi atualizada para incluir orientação sexual como um dos critérios protegidos. A depender da interpretação judicial e da formalização de denúncia, o caso pode ser enquadrado como crime de homofobia, o que geraria implicações legais para o jogador.
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