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O governo da Venezuela anunciou na quinta-feira (8) a libertação de um “número significativo” de presos políticos, em um dos primeiros gestos públicos da nova administração interina liderada por Delcy Rodríguez, após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos no início de janeiro. A declaração foi feita por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina, que não detalhou quantos prisioneiros seriam libertados nem listou nomes.

Segundo organizações de direitos humanos, ainda há mais de 800 presos políticos detidos no país, e a libertação até o momento confirmada corresponde a apenas uma pequena fração desse total. Grupos como o Foro Penal afirmam que a maior parte dos detidos continua atrás das grades, o que alimenta dúvidas sobre a profundidade e o impacto real da medida.

Entre as primeiras pessoas libertadas estão cidadãos espanhóis, incluindo a ativista Rocío San Miguel, que já retornaram à Espanha, conforme confirmou o governo espanhol.

A ação foi saudada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considerou o movimento um “gesto importante” e afirmou ter cancelado uma segunda onda de ataques militares planejados contra a Venezuela em função da cooperação das autoridades venezuelanas. Trump também reiterou que o governo norte-americano pretende manter influência sobre a gestão das reservas de petróleo venezuelanas por “muitos anos”, um ponto central da atual relação bilateral.

Apesar do otimismo oficial, grupos de direitos humanos e familiares de presos vêm relatando lentidão no processo e falta de transparência, já que a maioria dos detidos ainda não foi libertada ou sequer teve sua situação oficialmente esclarecida.

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