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CompartilheCompartilhe 0 Um terremoto de magnitude 6 atingiu o leste do Afeganistão na noite de domingo (31), deixando um rastro de destruição e agravando ainda mais a já crítica situação humanitária no país. Segundo autoridades locais, mais de 800 pessoas morreram e pelo menos 1.300 ficaram feridas. O epicentro foi registrado próximo à cidade de Jalalabad, mas os tremores foram sentidos também na capital Cabul e em áreas do vizinho Paquistão. Equipes de resgate enfrentam grandes dificuldades para acessar as áreas atingidas, por conta do terreno montanhoso e deslizamentos de terra, que bloquearam estradas e dificultam o envio de suprimentos. Muitas vilas ficaram completamente isoladas. A tragédia acontece em meio a uma grave crise humanitária. Desde que o Talibã retomou o poder em 2021, grande parte da ajuda internacional foi suspensa, resultando no fechamento de hospitais, escassez de medicamentos e colapso nos serviços públicos. A ONU estima que mais da metade da população afegã depende de ajuda humanitária para sobreviver. Deportações em massa aumentam pressão O terremoto também coincide com o retorno de milhões de afegãos deportados do Paquistão e do Irã, o que tem sobrecarregado ainda mais as estruturas precárias do país. Muitos desses repatriados vivem em campos improvisados e estão sem acesso a moradia, alimentos ou assistência médica básica. Com hospitais danificados ou fechados, os feridos estão sendo atendidos em condições extremamente limitadas. Imagens divulgadas por ONGs mostram pacientes sendo tratados ao ar livre, em macas improvisadas, por equipes médicas que também sofrem com a falta de insumos. ONU e agências humanitárias mobilizadas Agências da ONU e organizações humanitárias internacionais iniciaram mobilizações emergenciais para prestar socorro às vítimas. No entanto, os esforços enfrentam barreiras logísticas e políticas, já que muitos governos cortaram relações oficiais com o regime do Talibã, dificultando a coordenação da ajuda. Segundo especialistas, o Afeganistão vive um momento de colapso sistêmico, e a tragédia natural só amplia o sofrimento da população. “Estamos diante de um cenário em que desastres naturais e crise política se combinam, deixando a população completamente vulnerável”, afirmou um analista da ONU.
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