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Apesar de o pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto, o senador Flavio Bolsonaro, aparecer bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, o clima nos bastidores do Partido Liberal (PL) é de tensão. Divergências recentes entre a cúpula da legenda e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro evidenciam um ambiente de disputa interna por influência nas definições eleitorais.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, demonstrou irritação após declarações do vereador Carlos Bolsonaro (RJ), que afirmou que o pai estaria preparando uma lista com nomes de sua preferência para as disputas estaduais. A iniciativa foi interpretada por dirigentes partidários como uma tentativa de centralizar decisões estratégicas.

“Todos no partido têm o direito de sugerir, indicar nomes para qualquer posição”, afirmou Costa Neto, sinalizando que as definições não cabem exclusivamente a um grupo específico dentro da legenda.

Em resposta, Carlos Bolsonaro elevou o tom e declarou que o PL “está organizado” para atacar os filhos do ex-presidente. Ele citou como exemplo um vídeo publicado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual ironiza o ex-colega Eduardo Bolsonaro.

O episódio revela fissuras na relação entre a direção partidária e o núcleo mais próximo de Jair Bolsonaro, justamente em um momento de articulação para as eleições presidenciais. Embora Flávio Bolsonaro mantenha desempenho competitivo nas pesquisas, a unidade interna do partido pode se tornar um fator decisivo na consolidação da candidatura e na definição dos palanques estaduais.

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