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A repressão promovida pelo regime dos aiatolás contra protestos antigoverno no Irã já resultou na morte de milhares de pessoas desde o fim de dezembro, quando as manifestações tiveram início. Mesmo diante das dificuldades para obtenção de informações, causadas principalmente pelo bloqueio de comunicações imposto pelo governo iraniano, dados considerados os mais confiáveis indicam que ao menos 2.403 manifestantes foram mortos no país.

As informações são da Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização com sede nos Estados Unidos que monitora, há vários anos, violações de direitos humanos no Irã. Segundo a entidade, entre as vítimas fatais estão pelo menos 12 menores de 18 anos, o que evidencia a gravidade da repressão e o impacto direto sobre a população civil.

Além das mortes, a HRANA contabiliza ao menos 18.137 prisões relacionadas aos protestos no mesmo período, conforme a atualização mais recente divulgada pela organização. Os números refletem apenas casos que puderam ser identificados e verificados, o que indica que o total real pode ser ainda maior.

Nesta terça-feira, circularam nas redes sociais e em outros canais da internet rumores de que mais de 20 mil pessoas teriam sido assassinadas durante a repressão. A HRANA, no entanto, esclareceu que tais números não têm comprovação e reforçou que seus dados se baseiam exclusivamente em informações checadas, obtidas apesar das severas restrições impostas pelo governo iraniano à imprensa e a entidades independentes.

Os protestos no Irã, que começaram no fim de dezembro, têm sido marcados por forte reação das forças de segurança, com denúncias recorrentes de uso excessivo da força, prisões em massa e violações sistemáticas de direitos humanos.

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