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Museu do Louvre tem falhas graves de segurança, aponta relatório francês, um dia após roubo de joias da coroa

Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da França revelou falhas críticas de segurança no Museu do Louvre, apenas um dia após o roubo cinematográfico de parte das joias da coroa francesa, ocorrido em uma das galerias do museu mais visitado do mundo.

O documento destaca atrasos “consideráveis” e “persistentes” na modernização das instalações técnicas da instituição, especialmente no setor Denon, onde estão localizadas obras emblemáticas como a Mona Lisa — e onde estavam expostas as joias roubadas.

Segundo o relatório, um terço das salas desse setor não possui qualquer câmera de vigilância. Além disso, apenas 138 câmeras foram instaladas no Louvre nos últimos cinco anos, número considerado insuficiente para garantir a segurança adequada de um acervo de valor inestimável.

Governo reage ao roubo

Diante da repercussão internacional do caso, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, determinou nesta segunda-feira (21) o reforço imediato da vigilância em todos os museus nacionais. A medida busca conter a crise de confiança nas instituições culturais do país e evitar novos incidentes.

A polícia francesa ainda não divulgou detalhes sobre os suspeitos do roubo, que ocorreu de forma discreta, sem disparo de alarmes ou registros visuais — justamente devido às brechas na cobertura de câmeras.

Risco ao patrimônio mundial

O Louvre, que recebe cerca de 9 milhões de visitantes por ano, abriga algumas das obras de arte mais valiosas do mundo. Especialistas em segurança alertam que, sem investimentos urgentes, o museu pode se tornar vulnerável a novos episódios de furto, além de colocar em risco patrimônios históricos da humanidade.

A investigação sobre o roubo segue em curso, enquanto cresce a pressão sobre o governo francês e a direção do museu por ações rápidas e transparentes.

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