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Apenas 30,2% das praias monitoradas no Brasil permaneceram próprias para banho em todas as medições realizadas ao longo de um ano, registrando o pior resultado da última década. Os dados consideram o período entre novembro de 2024 e outubro de 2025 e revelam um cenário de deterioração da balneabilidade em grande parte do litoral brasileiro.

Ao todo, 253 praias mantiveram condições adequadas durante todo o período analisado, número significativamente inferior às 370 registradas no início da série histórica, em 2016. A queda acende um alerta para questões ambientais e de saneamento básico, especialmente nas regiões mais urbanizadas do país.

Em São Paulo, o número de praias consideradas boas durante todo o ano caiu de 62 para 47. Já no Rio de Janeiro, apenas 66 trechos conseguiram manter a condição de balneabilidade em todas as medições, refletindo os impactos da urbanização intensa e da infraestrutura insuficiente de esgotamento sanitário.

De acordo com técnicos responsáveis pelo monitoramento, o resultado está diretamente associado ao volume elevado de chuvas registrado no período. As precipitações intensas aumentam o despejo de esgoto doméstico e resíduos sólidos no mar, principalmente em áreas onde o sistema de saneamento não acompanha o crescimento urbano.

Na contramão do cenário nacional, estados do Nordeste apresentaram avanço. Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte ampliaram o número de praias próprias para banho ao longo do ano, resultado atribuído a investimentos em saneamento, monitoramento ambiental e condições climáticas mais favoráveis em determinados períodos.

O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à melhoria do saneamento básico e à preservação ambiental, fundamentais tanto para a saúde da população quanto para o turismo nas regiões costeiras do país.

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