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Oito dias após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2022, um episódio polêmico e potencialmente grave surgiu envolvendo o perfil oficial do Ministério da Defesa. Em 7 de novembro de 2022, o tuíte publicado pelo Ministério orientava o público a acessar uma nota sobre a fiscalização do sistema eletrônico de votação, mas o link direcionava para um canal no Telegram, onde estava exposta uma única mensagem com um pedido explícito de golpe de Estado: “Dê o golpe, Jair”, acompanhada de um emoji da bandeira do Brasil.

O ministro da Defesa na época era o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército e um dos réus no processo sobre a trama golpista que envolveu figuras do governo Bolsonaro. O tuíte permanece visível até hoje, gerando questionamentos sobre o conteúdo publicado em uma conta oficial do governo.

Membros do Ministério da Defesa, quando questionados sobre o incidente, não souberam confirmar se o tuíte foi resultado de um ataque hacker ou se algum servidor da pasta esteve envolvido na publicação. O Ministério, oficialmente, se recusou a comentar sobre o episódio, deixando a situação em aberto. A controvérsia surge em meio a investigações sobre tentativas de desestabilização do processo democrático no Brasil, e o caso continua a ser um ponto sensível nas discussões sobre o papel das instituições militares no cenário político pós-eleitoral.

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